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Os mandamentos da Lei de Deus

Os Mandamentos Da Lei De Deus

Caro Leitor!

Iremos em busca de um entendimento mais profundo do quinto e do sétimo mandamentos da Lei de Deus: Não matareis e Não roubareis.
Literalmente, matar significa tirar voluntariamente a vida, privar da vida, causar a morte a….
Roubar significa subtrair para si ou para outrem coisa alheia, mediante grave ameaça ou violência à pessoa, despojar de dinheiro ou valores, apropria-se fraudulentamente de, raptar, arrebatar, enlevar, despojar.

Convém lembramos também das expressões populares onde são utilizadas as palavras matar e roubar com uma conotação diferente: – Está me matando de fome. Estou morto de curiosidade. Matei a minha vontade de comer doces. Matei dois coelhos com uma cajadada só.
Você roubou meu coração. O trabalho roubou minha saúde. Ela rouba toda minha alegria.
Neste artigo, o significado de matar é mais abrangente, por isso os dois mandamentos são citados aqui, pelo entrelaçamento de sentido.

Matar e roubar são duas ações próximas que merecem destaque.
Quando Jesus pregava: – “Não matareis” não significava apenas tirar a vida.
Ele se aprofundava mais na questão.
Pode-se matar os sonhos de uma pessoa, matar a vontade de agir, de progredir, de praticar uma boa ação, seus desejos…

Quando matamos, concomitantemente roubamos algo de alguém.
Roubamos o pai de seus filhos, o esposo da esposa, ou outros entes queridos daquela família, truncamos o elo familiar.
E quando alguém tira a própria vida?
Na questão 944 do LE, os Espíritos respondem a Kardec que ninguém tem o direito de dispor da própria vida e da vida do próximo, porque só a Deus assiste esse direito.

Muitos homens e mulheres, sentem-se donos do seu próprio corpo, achando que podem fazer dele o que quiserem.
Quanto à mulher, a questão é mais profunda, pois engloba nesses direitos, a vontade ou não de seguir com uma gravidez adiante.

O feto que está no ventre materno também é nosso semelhante e merece todo respeito à vida.
Não podemos nos esquecer que nada é nosso neste mundo que nos cerca.
Tudo nos é dado por empréstimo, inclusive nosso corpo físico para que possamos cumprir todas as nossas metas como espíritos imortais destinados à evolução.

O corpo físico é o veículo da alma que anima e movimenta para todos as ações materiais e de comunicações.
E, o direito à vida é de todos os seres vivos criados por Deus, esse Pai maravilhoso que nos ama. Devemos ser gratos pela oportunidade que Ele nos proporciona.

A Lei de Conservação, uma das Leis Divinas, diz que o maior instinto é o da conservação da vida. (LE questões 702 a 727)
Todas as necessidades básicas do homem e de toda natureza convergem para sua preservação.
Respirar, sentir sede, sentir fome, sono, cansaço, desejo sexual, medo, tudo faz parte de nosso instinto de conservação.

Não necessito pensar: – preciso respirar, preciso sentir sede, fome, etc., porque tudo isso está impresso em nosso subconsciente.
A natureza, em geral, obedece a essas regras de sobrevivência.
Muitos relatos de espíritos suicidas, nos demonstram que nos últimos segundos de seus atos impensados, se arrependem, mas não dá mais tempo de votar atrás.

O instinto de conservação da vida é muito forte em cada um de nós.
Somente um desequilíbrio muito grande ou uma obsessão poderá nos abalar, fazendo-nos perder o controle.
E, falando a respeito do roubo, necessitamos de bens materiais para sobrevivermos, porém esses bens deverão ser de natureza honesta, conseguidos com o suor do nosso trabalho, não usurpados de outrem.
Isso inclui abusos de toda espécie: adulteração de preços e produtos, corrupção, propinas de toda ordem, etc., que são atos ilícitos caracterizando apropriação indevida.

Encontramos, no LE a Lei do Trabalho, como uma das Leis Divinas.
Sempre ouvimos dizer que o trabalho dignifica o homem. Não importa a sua natureza.
A Lei enfatiza o valor do trabalho como alavanca do progresso da humanidade, não só o progresso material, mas também o progresso moral necessário ao espírito imortal.
O homem deverá viver com o fruto do suor do seu trabalho.
Então, devemos repensar nossos atos. Somos nossos próprios juízes através de nossa consciência. Ela irá nos julgar num futuro próximo, no final de nossas existências, onde muitas vezes, nos encontramos cheios de remorsos e culpas pelas ações praticadas.
Podemos nos livrar da justiça dos homens, onde pessoas sem escrúpulos poderão nos acobertar, mas da Justiça Divina, ninguém poderá se ocultar.

Repensemos nossos atos, repensemos nossa vida e façamos tudo para seguirmos as pegadas de Jesus, que veio para nos mostrar o caminho, a verdade e a vida.
Não nos ocultemos perante nossa pequenez. Sejamos firmes e fortes perante o propósito de servirmos a Deus e ao nosso próximo, amando-os e respeitando-os.
Muita Paz a Todos!

* Lucio Cândido Rosa escreve quinzenalmente sobre espiritismo e espiritualidade no Jornal Cotia Agora. Quer enviar sugestão de algum tema para que ele aborde? Envie para o email contato@jornalcotiaagora.com.br

Fonte: http://www.jornalcotiaagora.com.br/coluna-espirita-de-lucio-candido-os-mandamentos-da-lei-de-deus/

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